Mesmo após duas fases da operação Compliance Zero, o pai de Daniel Vorcaro continuou acionando o grupo que fazia ameaças a desafetos do ex-dono do Banco Master.
De acordo com relatório da Polícia Federal, esse grupo, conhecido como “A Turma”, era composto por pelo menos três policiais federais e um bicheiro do Rio de Janeiro, e tinha Henrique Vorcaro, junto com o filho, como solicitante, beneficiário e operador financeiro.
A primeira fase da operação Compliance Zero aconteceu no dia 18 de novembro de 2025.
No dia 6 de janeiro deste ano, Henrique trocou mensagens com Marilson Roseno, policial federal aposentado que atuaria como líder da Turma, segundo a PF. Marilson cobrava o pagamento, até quinta-feira, de um serviço prestado pelo grupo. Henrique prometeu o pagamento de 400 mil reais. Segundo a PF, o valor corresponde exatamente ao repassado por Daniel Vorcaro para ser dividido entre “A Turma” como pagamento mensal.
Três dias depois, em 9 de janeiro, Henrique Vorcaro escreveu a Marilson: “no momento em que estou é que preciso de vocês”. Recebeu como resposta: “nos ajude para podermos lhe ajudar”. Marilson ainda disse que faltava boa vontade dos líderes do esquema para pagar o que deviam ao grupo.
No dia 14 de janeiro ocorreu a segunda fase da Compliance Zero. Um mês depois, em fevereiro, Marilson Roseno voltou a cobrar Henrique e disse que a prestação de serviços também sofreria atrasos até que os pagamentos fossem quitados. O pai de Vorcaro respondeu que era ele mesmo quem estava precisando de ajuda, segundo a PF, por causa dos avanços da operação.
Henrique Vorcaro e Marilson Roseno já estão presos preventivamente.
O escritório Luciano Lopes Advocacia, que defende Marilson, informou em nota que não vai se manifestar. Acrescentou que a defesa técnica será restrita aos autos do processo e às autoridades judiciárias competentes.
Aguardamos uma resposta dos advogados de Henrique Vorcaro.