As contas do governo registraram déficit de R$ 53,3 bilhões em maio, maior que os R$ 40 bilhões negativos registrados no mesmo mês do ano passado. O dado foi divulgado nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional.
Segundo o relatório, as receitas foram impulsionadas pela arrecadação de tributos sobre vendas e serviços, incluindo o setor financeiro.
Já as despesas foram influenciadas pelo aumento do número de beneficiários da Previdência e pela elevação do salário mínimo. Além disso, o documento cita o seguro-defeso e um aporte de R$ 2 bilhões, realizado em maio, para um fundo voltado a mitigar os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.
No acumulado de janeiro a maio, o déficit soma R$ 44,4 bilhões, ante um superávit de quase R$ 33 bilhões de reais registrado no mesmo período do ano passado.
O resultado foi impactado pelo pagamento antecipado de precatórios, realizado em março. No ano passado, esses pagamentos ficaram concentrados em julho.
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, destacou ainda a antecipação do pagamento de emendas impositivas em razão da legislação eleitoral, que restringe esses repasses a partir de julho.
“A gente não tem nenhuma previsão de aumento para o ano, tá? Foi só uma execução maior, foi aproximadamente já 65% do que estava previsto pro para a execução do ano aí.”
Vale lembrar que a meta de resultado primário para este ano é um superávit de 0,25% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões de reais.