Uma mistura de sentimentos tomou conta da quadra. Dois minutos antes da final dos jogos escolares brasileiros, na sexta-feira (17) em Brasília, o time de Ponta Porã, que representava Mato Grosso do Sul no torneio, soube da morte do ex-jogador Oscar Schmidt.
Foi o ídolo que viabilizou a construção de um ginásio para o projeto social “Meninos do Terrão” há 19 anos. Mesmo com a tristeza, o time foi campeão ao vencer a equipe de São Paulo. O professor Hugo Costa afirmou que Oscar virou um amigo dele depois que conheceu o projeto.
A cada palestra que realizava, o “Mão Santa” juntava dinheiro para melhorar a estrutura do “Meninos do Terrão”. Segundo o professor, mais do que obstinação, o jogador ensinou a eles que o talento não escolhe endereço.
“A maioria das pessoas pensa que basquete não é para pobre, não é para a periferia. Basquete é para elite, quadra boa, tênis bom… e o Oscar ensinou que a gente pode fazer basquete em qualquer lugar. Pode na escola que não tem quadra, piso ruim. Só depende da vontade. Você pode mudar isso”.
O cestinha do time, Samuel Menezes, estava emocionado com o resultado. Assim que terminou o jogo, abraçou os amigos um a um e ligou para a mãe. Ele disse que a notícia da morte de Oscar não poderia impactar o rendimento em quadra. Era necessário manter o equilíbrio porque o ídolo havia lutado por eles
“Ele foi tudo, principalmente para Ponta Porã. Ele construiu a quadra, ajudou a construir”, celebrou o jovem jogador.
A homenagem que Samuel prestou foi fazer 30 dos 74 pontos que levaram o time dele à vitória
Com a vitória, o time está classificado para representar o Brasil nos jogos mundiais escolares, que ocorre na Sérvia em junho.

