Nesta edição, o Viva Maria se veste de vermelho para saudar a chegada do último mês do ano e, ao mesmo tempo, celebrar uma data que, desde 1991, simboliza solidariedade e comprometimento na luta contra a aids.

No Brasil, o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, integra o calendário dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

E, de campanha em campanha, nunca é demais lembrar o recado lançado pelo Ministério da Saúde em 2023, que se vale de uma gíria bastante popular. “Crush”, palavra em inglês usada quando alguém está apaixonado, indicando aquela pessoa por quem o coração bate mais forte. Muito comum nas redes sociais, o termo foi escolhido como mote da campanha contra a aids daquele ano.

Em sintonia com essa mensagem, o Viva Maria faz questão de destacar o relatório que a Unaids lançou neste 1º de dezembro, cujo principal desafio é eliminar as barreiras que têm comprometido a resposta global ao HIV, uma resposta que, segundo o documento, sofreu seu revés mais significativo em décadas. O relatório detalha as consequências das reduções no financiamento internacional e da falta de solidariedade global, fatores que atingiram em cheio países de baixa e média renda com maior incidência da doença.

Segundo a diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima:

“A crise de financiamento expôs a fragilidade do progresso que lutamos tanto para alcançar. Por trás de cada dado deste relatório estão pessoas, bebês e crianças que não tiveram acesso a exames de HIV ou diagnóstico precoce, mulheres jovens que não receberam apoio à prevenção e comunidades que, de repente, ficaram sem serviços e cuidados. Não podemos abandoná-las. Precisamos superar essa interrupção e transformar a resposta à AIDS.”

Em busca de caminhos para responder a esse retrocesso, o Viva Maria conversa com uma das fundadoras de uma associação pioneira no enfrentamento da doença em nosso país: a cientista social Silvia Ramos, diretora do CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. À frente da ABIA, Silvia Ramos participou de um momento crucial da luta contra a aids no Brasil.

E tão importante quanto relembrar o protagonismo brasileiro na resposta à epidemia é lembrar aqueles que sentiram na pele o peso do preconceito e da discriminação por serem portadores do vírus HIV.

Em memória viva: Cazuza, Betinho, irmão de Henfil, e tantas outras pessoas que tombaram nessa luta.

Viva Maria!




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