A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro vai distribuir 273 novos kits de estesiômetros às equipes de Atenção Básica à Saúde em municípios fluminenses. O aparelho avalia o grau de sensibilidade da pele ao toque, auxiliando no diagnóstico de doenças como a hanseníase. 

Com a nova remessa, chega a 726 o número de kits entregues à Atenção Primária nos últimos dois anos.

A ação da Secretaria de Saúde segue a campanha do Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta a pele, mucosas e o sistema nervoso dos membros do corpo, podendo causar incapacidades físicas.

A hanseníase é contagiosa e manifesta sintomas que vão desde o aparecimento de manchas na pele à perda de sensibilidade no corpo. Apesar da gravidade, a condição tem tratamento, que pode ser feito de forma gratuita pelo SUS.

O gerente de hanseníase da Secretaria de Estado de Saúde do Rio, André Luiz da Silva, explica que a distribuição seguiu critérios epidemiológicos e operacionais, conforme a quantidade de casos e a dificuldade no diagnóstico nas regiões fluminenses…

“Esses locais são selecionados e onde há equipes de atenção primária que possam ser capacitadas. Então, a gente distribui mediante o treinamento para que isso seja também uma forma de incentivo às equipes a realizar atividade de avaliação neurológica, de busca ativa de novos contatos, novos casos e avaliação dos contatos dessas pessoas diagnosticadas com hanseníase”.

O gerente afirma, ainda, que a Secretaria segue treinando as equipes para aprimorar o enfrentamento à doença, incluindo a participação de especialistas da Fundação Oswaldo Cruz.

A estratégia começou em 2018, quando foi identificada a falta de equipamentos em unidades de saúde, que condicionavam os profissionais a improvisarem exames clínicos. 

Com o monitoramento dos pacientes, André Luiz afirma que as ações vêm trazendo resultados…

“A gente já teve no estado uma média de 14% das pessoas com incapacidade física no momento do diagnóstico e hoje a gente tá em torno de 10%. Isso é uma redução significativa numa série temporal de monitoramento da doença”.

Segundo os médicos, o diagnóstico precoce é a principal ferramenta de enfrentamento da doença.

*Sob supervisão de Fábio Cardoso




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